22nd nov, 2010

Mudar hábitos de consumo para produzir menos lixo: let’s think about this?

Excellent text extracted from Revista Nova Escola.

O ritmo alucinado das grandes cidades está fazendo mal ao nosso planeta. Nossos hábitos cotidianos, como a produção crescente de equipamentos tecnológicos e o acúmulo de resíduos, estão exigindo da Terra mais do que ela pode suportar. A saída é uma só: conscientização

André Albert.  Ilustrações: Rogério Fernandes

REVER CONCEITOS:

O consumo consciente prevê repensar os hábitos. Isso inclui optar por móveis de madeira certificada, recusar produtos que agridam o meio ambiente, reduzir a produção de resíduos, reutilizar materiais e, por fim, reciclar.

(…)

O consumo é um sintoma de um modo de vida, assim como a deterioração ambiental”, diz Eda Terezinha Tassara, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (leia o artigo na última página). Para ela, a publicidade usa imagens e valores para alimentar a vontade de consumir, pois cria novas necessidades e reinventa os objetos de desejo. E a máquina é poderosa: levantamento da agência McCann-Erickson estima que, em 2006, foram gastos 630 bilhões de dólares em publicidade no mundo. Esse valor representa mais da metade do PIB brasileiro no mesmo ano.

Antes de reciclar, é preciso repensar o que e como consumir

LIXO TECNOLÓGICO

Em 2005, o Brasil descartou 368 mil toneladas de detritos eletrônicos – que incluem computadores, impressoras, telefones celulares, geladeiras e TVs. A maior parte desses itens foi parar em lixões comuns, contaminando o solo e os lençóis freáticos.

(…)

No Brasil, os municípios são responsáveis por recolher o lixo doméstico e pela limpeza urbana. No entanto, menos de 10% das cidades brasileiras têm coleta de lixo reciclável. Matérias-primas como o vidro e o plástico, que poderiam ser reaproveitadas, são despejadas em lixões e aterros, onde demoram mais de um século para se decompor. Os catadores que recolhem materiais valorizados no mercado se expõem a riscos de saúde.

“Quem comanda a cadeia de reciclagem é o mercado. Então, o vidro e os sacos plásticos ficam nos lixões porque não são lucrativos como o alumínio, o papelão e as garrafas PET”, diz Wanda Günther, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenadora do Programa USP Recicla. Ela destaca o exemplo de duas cidades de médio porte com 100% de coleta seletiva: Santo André, na região metropolitana de São Paulo, e Londrina, a 378 quilômetros de Curitiba. “Londrina reciclou 23% do lixo urbano coletado em 2007, um índice alto para o Brasil. Isso porque os catadores, organizados em cooperativas, passavam na casa das pessoas para instruir sobre a segregação do lixo”, diz a professora. Santo André não fez o mesmo trabalho e teve uma alta taxa de rejeição de material na triagem, pois a população não sabia separar.

Agressões à Terra

Eda Terezinha Tassara
Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP)

Uma garrafa de refrigerante vazia é atirada no córrego que atravessa o casario precariamente construído. Levada pela água, é arrastada até atingir um bueiro e por lá fica. Também se enrosca por ali um toco de madeira – provavelmente resto de mobília -, acompanhado por um saco plástico engordurado que já serviu de embalagem para algum alimento cheio de conservantes. É possível que essas guloseimas tenham sido consumidas por um garoto no caminho da escola. Começa a chover e a água que deveria escorrer pelo bueiro permanece retida pela garrafa, pelo toco de madeira, pela embalagem amassada e por outros tantos dejetos acumulados pelo bairro. Como consequência, a região fica inundada. A lama cobre automóveis sem seguro e inutiliza móveis novos em diversas residências. Um morador se arrisca para salvar a TV de tela plana. E o menino, que poderia aprender algumas noções de preservação do meio ambiente nas aulas, não consegue chegar à escola, também inundada.

Quadros como esse refletem uma realidade que muitos se acostumaram a aceitar com descaso. Eles denotam problemas que se multiplicam sem que se esboce qualquer tentativa de solução inteligente e eficaz. Se o quadro acima continuasse a ser pintado, logo iríamos descobrir que sua moldura ultrapassa as fronteiras do bairro e até mesmo da cidade, assumindo uma dimensão planetária que coloca em xeque a única habitação possível da humanidade.

No entanto, consumir refrigerantes e lanches e comprar móveis novos e outros bens de consumo passou a ser um direito de todos, uma necessidade inerente aos indivíduos que compõem nossa sociedade. Todos se sentem inclinados a afirmar que consumir é viver. E isso parece verdadeiro tanto para os mais privilegiados e os que ocupam cargos de poder – a quem cabe a maior parcela de responsabilidade pela busca de respostas – como para os que não têm posses. Esse clamor se dá em todo o mundo, com uma pressão surda, que, aparentemente, só uma minoria de pessoas de bom senso parece identificar com clareza.

Assim, configura-se um confronto. Por um lado, o direito de uma população que não está disposta a renunciar aos exageros do paraíso prometido pela sociedade de consumo. Por outro, o dever, às vezes ignorado, de otimizar metas do progresso, impondo limites que não impliquem em entupir bueiros, matar a fome de garotos com lanches insalubres, menosprezar o valor da Educação e, principalmente, que mantenha o olhar firme e vigilante sobre o nosso (único) planeta: a Terra.

(… ) Leia sobre a questão do consumo nos Estados Unidos na própria revista. E muito mais!

Responses

Realmente o Brasil deve rever seus métodos para se “livrar “de seu lixo eletronico,há milhares de formas de reciclagem desses materiais,o que poderiamos reduzir e reaproveitar boa parte dele para reuso da população.

Vinicius Gomes Eiras
Turma 3003
NAVE/CEJLL

Olá Professora Sônia,

Sobre o lixo eletrônico realmente temos grandes problemas não só no Brasil como em diversas partes do mundo, o lixo tem aumentado e o espaço para os depósitos diminuído.
Por isso pesquisei um site que falava mais sobre o assunto, especificando os problemas e as possíveis soluções, aqui segue o link:

http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=80&secao=ecologia

Espero ter colaborado,

Vitor Paulino
Turma: 3003
NAVE

Vitor,
Obrigada pela dica do site! Mas a colaboração maior é uma mudança gradual de hábitos. Se consumirmos menos ou se escolhermos melhor o que consumimos, poderemos causar um impacto bem menor ao meio ambiente. Good job!

Realmente o Brasil tem que tomar alguma atitude sobre o lixo eletrônico, pois causa problemas a sociedade e ao meio ambiente, e depois querem dizer que o aquecimento global é causado pelas industrias e a poluição, mas se esquecem que a poluição de lixos eletrônicos também causam impactos no meio ambiente e no nosso meio, devemos tomar cuidado com o que compramos e o fazemos com os nossos lixos eletrônicos para não prejudicarmos a nossa sociedade.

Concordo, Thayane!

Aproveitando a abordagem da reciclagem do lixo, segue abaixo o link de um vídeo bem legal.
Através da temática coleta seletiva, Márcio Deltona faz uma paródia com música “Meteoro” de Luan Santana.

* http://www.youtube.com/watch?v=DCZccjA7wGM

Abaixo seguem algumas indicações de videos que abordam a temática Meio Ambiente.

Esta primeira indicação é muito interessante a forma de abordagem deste vídeo. De maneira simplicista e criativa, esta produção trata da temática do aquecimento global e algumas das suas consequências em nosso planeta. Como é o caso do derretimento das geleiras, da extinção de focas e ursos polares .

* http://www.youtube.com/watch?v=7699OwH3Nco&NR=1

A segunda é uma animação do Maurício Ricardo (charges.com.br), e também uma intertextualidade da música “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno” (composição Roberto Carlos e Erasmo Carlos).

* http://www.youtube.com/watch?v=qUh87ah7LcM&feature=related

E este vídeo é referente à reciclagem e meio ambiente.
Animação de Paulo Zola (publicitário e ilustrador), e a música de Francis Monteiro(produtor musical)

* http://www.youtube.com/watch?v=ddVDaWiLDAk&feature=fvw

Hi, Tatiane,

Adorei as sugestões!

Como os materais tecnologico que não utilizamos mais, podemos reciclar e fazer um Mundo.

Como assim, Wautier?

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